Um dia sem seguro

23 Abr, 2019

O que aconteceria se, de uma hora para outra, os seguros deixassem de existir?

 

É muito difícil imaginar como seria um dia em que todos os riscos que envolvem as atividades humanas não estivessem garantidos por seguros. Por isso, não temos consciência da sua importância.

 

Sem a proteção do seguro, certamente os aviões não levantariam voo e os navios não deixariam os portos. Receosos de suas responsabilidades com acidentes e vidas das pessoas, os transportes públicos deixariam de funcionar. Só no Brasil, milhares de atendimentos médico-hospitalares não aconteceriam sem o seguro saúde. Milhões de veículos ficariam em casa porque seus donos teriam que enfrentar sozinhos os custos dos acidentes.

Com isso, milhares de oficinas e seus empregados não teriam trabalho e poucos carros novos seriam vendidos. As grandes fábricas parariam de produzir porque os empresários não gostariam de operar sem proteção para danos causados por incêndio, vendavais, granizos, roubos ou danos ocorridos no transporte de suas mercadorias, acidentes com seus empregados e diversas outras situações pelas quais não teria indenização.

O comércio sofreria prejuízos sem precedentes, com os produtos presos em seus depósitos e impedidos de chegar a seus destinos. O desenvolvimento tecnológico ficaria estagnado porque nenhum avanço acontece quando, por exemplo, nenhum satélite é lançado ao espaço sem a proteção do seguro.

Se o dia sem seguro fosse exatamente o dia 11 de setembro de 2001 quando terroristas derrubaram as torres gêmeas de Nova York, cerca de 100 bilhões de dólares em prejuízos com prédios e seus conteúdos, com as aeronaves, com lucros cessantes, e indenizações para as famílias das vítimas deixariam de ser pagos. Se fosse 05 de novembro de 2011, em Timbó, pouco mais de mil empresas e pessoas deixariam de receber indenizações que ultrapassaram R$ 5 milhões.

Financeiramente, um dia sem seguros é como uma imensa greve geral, com grande parte das atividades econômicas totalmente paralisadas.